|
Editorial
Lançar
uma versão digital de Latusa foi a proposta que
a atual comissão de publicação
apresentou e agora realiza. A versão impressa
tem tradição de excelência nos vários
números publicados e continuará seu trajeto
de pelo menos um número anual.
A
versão digital, porém, tem outro caráter.
Para agilizar e erotizar a publicação
na EBP-Rio, sua missão é mais a do arauto,
porta-voz. Não está do lado do ensino
oral, pois que é uma escrita, mas tampouco tem
compromisso com o trabalho acabado concluído,
que se lança à poubelle. Latusa
digital pretende funcionar como uma caixa de ressonância,
para vivificar e amplificar o que se vem trabalhando
e transmitindo, ainda com o frescor do recém
dito.
Para
essa missão só o virtual tem o alcance,
a rapidez e a capacidade de transportar libido em uma
comunidade psicanalítica cada vez mais conectada.
De certa maneira, cumpre o vaticínio de seu nome,
pois, como se sabe, latusas foi como Lacan chamou os
objetos a que causam desejo, vindos da aletosfera.
Ela é um novo objeto, na série dos que
se lê.
E
se, por ser tão filha desse meio virtual, tiver
maior chance de sustentar a sonoridade que se faz voz,
encarna presença e autoridade? E se, ao depositar
o escrito, essa voz, tão presente na fala, puder
perdurar e ter mais alcance do que teve no momento em
que se deu? São os nossos votos.
Heloisa
Caldas
Editora de Latusa
editorial
na íntegra
|