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Editorial
Participando
dos trabalhos preparatórios para nossas XVI Jornadas
Clínicas, este e o próximo número
de Latusa digital giram em torno do tema Sinthoma, corpo
e laço social.
A
presença cada vez mais constante na clínica
atual de afecções em relação
às quais a interpretação freudiana,
que se mostrava tão eficaz na histeria, parece
não surtir nenhum efeito, leva J.-A. Miller a
propor para essas novas formas de funcionamento o termo
neoconversão. Em Anotações sobre
conversão e neoconversão, Norberto Villalba
Pires discute de forma consistente e sintética
esses novos sintomas, que se caracterizam por não
remeterem a nada, a não ser a um gozo sem sentido.
Para
estudar os novos sintomas, Elizabeth Karam chama a atenção
para a mudança dos significantes-mestres que
ordenam o social, assim como dos modos de gozo que a
eles respondem. Esses gozos fora do discurso, não
regulados pelo sintoma, não fazem enigma e, por
não estarem articulados à palavra, se
manifestam diretamente no corpo. Diante da impossibilidade
do sujeito de responder à demanda de falar sobre
seu gozo, a clínica atual se confronta com o
que Miller chama de sintomas mudos. O que fazer com
esses sintomas? Esperamos que estes dois trabalhos contribuam
para as discussões em nossas Jornadas.
Inês
Autran Dourado Barbosa
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