nš 15

JUNHO DE 2005 / ANO 2

 
 

Editorial

Latusa digital n° 15 faz série com o número anterior, apresentando mais três trabalhos que se inscrevem no tema de nossas Jornadas Clínicas: Sinthoma, corpo e laço social.

"Identificação e sinthoma”, de Jaime Oliveira, é uma investigação sobre o estatuto clínico da relação entre identificação, sinthoma e final de análise, tendo como perspectiva a periodização do ensino de Lacan desenvolvida por J.-A. Miller, na qual o último ensino seria marcado pela ênfase no Real. Num primeiro momento, o autor discute os conceitos de identificação e de sinthoma, para circunscrever uma clínica além do falo, do Pai, do Édipo, do complexo de castração. Destaca a tese freudiana de que a identificação se faz com um traço isolado da pessoa (einen einziger zug) e a tese lacaniana, elaborada a partir de Joyce, do sinthoma como um quarto elo que amarra RSI. No segundo, a questão sobre o que é visado em um final de análise é enfocada a partir da relevância da noção de sinthoma.

“Fazer um corpo na psicose: um sinthoma possível?” de Verbena Dias e “Caso M.”, de Fátima Pinheiro são frutos do trabalho na oficina Sinthoma e psicose, coordenada por Maria Silvia Hanna e Manoel Barros da Motta. O primeiro é uma investigação sobre um acontecimento de corpo como resposta do sujeito a algo que o ultrapassa, a partir de um caso clínico de psicose atendido pela autora. A apresentação do caso segue a orientação clínica de Miller em “Biologia Lacaniana”, analisando as experiências de alheamento corporal e de reinvestimento pulsional na imagem de si. O tratamento possibilita à paciente a construção de um saber sobre suas experiências corporais, permitindo uma saída diferente da internação. Em “Caso M.”, Fátima Pinheiro traz a questão quanto ao diagnóstico do caso: neurose ou psicose?

Claudia Henschel

 

Números Anteriores

 

 

 

 

 

Identificação e sinthoma

Jaime Araújo de Oliveira

 

 

 

Fazer um corpo na psicose: um sinthoma possível?

Verbena Dias

 

 

 

 

Caso M.

Fátima Pinheiro