Latusa
digital n° 15 faz série com o número
anterior, apresentando mais três trabalhos que
se inscrevem no tema de nossas Jornadas Clínicas:
Sinthoma, corpo e laço social.
"Identificação
e sinthoma”, de Jaime Oliveira, é uma investigação
sobre o estatuto clínico da relação
entre identificação, sinthoma e final
de análise, tendo como perspectiva a periodização
do ensino de Lacan desenvolvida por J.-A. Miller, na
qual o último ensino seria marcado pela ênfase
no Real. Num
primeiro momento, o autor discute os conceitos de identificação
e de sinthoma, para circunscrever uma clínica
além do falo, do Pai, do Édipo, do complexo
de castração. Destaca a tese freudiana
de que a identificação se faz com um traço
isolado da pessoa (einen einziger zug) e a
tese lacaniana, elaborada a partir de Joyce, do sinthoma
como um quarto elo que amarra RSI. No segundo, a questão
sobre o que é visado em um final de análise
é enfocada a partir da relevância da noção
de sinthoma.
“Fazer
um corpo na psicose: um sinthoma possível?”
de Verbena Dias e “Caso M.”, de Fátima
Pinheiro são frutos do trabalho na oficina Sinthoma
e psicose, coordenada por Maria Silvia Hanna e
Manoel Barros da Motta. O primeiro é uma investigação
sobre um acontecimento de corpo como resposta do sujeito
a algo que o ultrapassa, a partir de um caso clínico
de psicose atendido pela autora. A apresentação
do caso segue a orientação clínica
de Miller em “Biologia Lacaniana”, analisando
as experiências de alheamento corporal e de reinvestimento
pulsional na imagem de si. O tratamento possibilita
à paciente a construção de um saber
sobre suas experiências corporais, permitindo
uma saída diferente da internação.
Em “Caso M.”, Fátima Pinheiro traz
a questão quanto ao diagnóstico do caso:
neurose ou psicose?
Claudia
Henschel