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Editorial
Escrever
um editorial é sempre um desafio..., ao menos,
para mim. Ele é uma espécie de cartão
de visita aos artigos publicados. Daí, a
importância de, na sua brevidade, ser fiel à
sua essência e, ao mesmo tempo, aguçar
no leitor a curiosidade e, last but not least,
despertar o desejo de ler.
Aceito o desafio..., eis o editorial...
Os artigos publicados nesta Latusa são uma boa amostra
de produção oral e escrita de componentes
da Seção Rio, aqui lançada e dirigida
à comunidade de trabalho da EBP/AMP.
Os trabalhos de Vera Lopes Besset e Manoel Barros da
Motta foram apresentados e discutidos em atividade preparatória
para o XV Encontro Brasileiro, a ser realizado em Salvador.
Vera Besset percorre o ensino de Lacan para discutir
aparentes contradições encontradas nele
acerca “das relações entre o
ato do analista e a angústia”. Manoel
Motta se utiliza da bússola fornecida
por Miller para o cap. IX, do Seminário A
Angústia, e elabora a tematização
promovida por Lacan sobre a diferença entre acting-out
e passagem ao ato. Já o trabalho de
Cleide Maschietto e Doris R. Diogo é resultado
de discussões realizadas numa das Oficinas Clínicas
preparatórias às XVI Jornadas da Seção
Rio. As autoras fazem uma instigante releitura do caso
clínico Homem dos Ratos, buscando “pensar
como nele se articulam sinthoma e fantasia fundamental”.
É bastante evidente que manter a posição
de analista numa instituição psicanalítica
implica, entre outras facetas, em vencer as
dificuldades e o embaraço que o saber exposto
tende a produzir. Se esta experiência provocadora
e, de certa forma, excitante é, por um lado,
permitida e necessária para a permanência
na Escola, por outro, ela só é possível
se, e somente se, sustentada pelo desejo do analista.
Assim, é imperativo manter-se em formação
permanente, exigência lógica do pertencimento
à Escola _ que inclui aceitar desafios...
Sara Perola Fux
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