nº 2

SETEMBRO DE 2003 / ANO 0

 
 

Editorial

Em entrevista recente a Delegada Geral da AMP, Graciela Brodsky, destaca na Orientação Lacaniana de J.-A. Miller uma expressão: ação lacaniana. Ela esclarece que o discurso analítico que orienta essa ação dirige-se ao Outro, não à massa, buscando na multidão a brecha na qual se aloja o sujeito e seu gozo.

Nesse número 2 de Latusa digital, três artigos vão nessa direção. Evidentemente, foram produções anteriores ao efeito de ressonância da expressão referida há poucos dias. Acontece que é justamente no tempo posterior que um significante pode ter o sucesso de fazer saber. Esse é o caso e por isso serve para dar, a esse número da revista, a chave de leitura.

O artigo de Mirta Zbrun, fruto de sua apresentação no Seminário de Orientação Lacaniana, explicita o que Miller publicou em Le neveu de Lacan e nos ensina sobre a história do Syllabus e da Rerum Novarum. Que corte se operou entre ambos e que lição tirar daí para a ação lacaniana?

O texto de Lenita Bentes, inspirado na sua longa experiência com a clínica da toxicomania e do alcoolismo, aponta a descontinuidade que o discurso do analista deve operar face o discurso capitalista que oblitera o real: como fazer da ação lacaniana  uma ação contrária à da utilidade direta?

Finalmente, no encalço da lógica da poética, ato que uma ação pode favorecer, Ruth Cohen, intrigada pelo termo forçamento, nos presenteia com sua pesquisa sobre o conceito: como forçar os saberes para apontar um caminho possível ao gozo inominável? 

Heloisa Caldas
Editora de Latusa

Outros Números
 

 

 

A Orientação Lacaniana em “Improvisação sobre a Rerum Novarum”

Mirta Zbrun

Uma prática sem valor

Lenita Bentes

 

 

O forçamento da psicanálise

Ruth Helena Pinto Cohen

 

 

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