Mais
uma Latusa digital. Desta vez, a convite
da editora, vou tratar da Biblioteca da nossa Seção
através de três artigos produzidos por
colegas que se empenharam em participar de nosso projeto
de abrir nossas portas, não somente de fora
para dentro, convidando a cidade a nos freqüentar,
como também de dentro para fora, através
da Biblioteca Itinerante, que vai até à
cidade.
Inês Autran e Elisa Monteiro contribuem para
este número com suas intervenções
que se tornaram preciosos textos, como vocês
terão a oportunidade de verificar. Elas participaram
do projeto portas abertas, na primeira de nossas Noites
da Biblioteca, que se dispõem, uma vez
por mês, a divulgar autores significativos do
Campo Freudiano que acabam de publicar trabalhos.
Nesta primeira mesa foi apresentada a recente tradução
de O sobrinho de Lacan, de J.-A. Miller,
publicada pela Editora Forense Universitária,
sob a organização de Manoel Barros da
Motta. Tivemos as contribuições de Mirta
Zbrun, Tânia Coelho dos Santos, Manoel Barros
da Motta, Inês Autran e Elisa Monteiro. Neste
número de Latusa, vocês poderão
ler os textos de Inês e de Elisa. Os demais
autores comporão, juntamente com outros, o
número 4 da revista de nossa Biblioteca, que
será relançada em março de 2006.
O artigo de Elisa é muito elucidativo de questões
referentes a problemas que a referida tradução
do Le Neveu de Lacan apresentou, uma vez
que ela foi uma das tradutoras. O artigo de Inês,
deliciosamente picaresco, nos ensina muito sobre o
canular, gênero literário explorado por
Miller neste livro.
Quanto à política da Biblioteca Itinerante,
portas abertas de dentro para fora, rumo à
cidade, promovemos este ano, em parceria com a Escola
de Artes Visuais do Parque Lage, com a valiosa colaboração
de Gisele Gonin e o artista plástico Manoel
Fernandes, uma série de quatro encontros entre
artistas plásticos, analistas e público
interessado, em torno da questão do objeto
e do olhar. Neste número de Latusa digital
vocês terão o prazer de entrar em contato
com o pensamento de Stella Jimenez, que trata da questão
do objeto de arte para Freud e Lacan, além
de uma questão que ela coloca para o artista
plástico Luiz Ernesto Moraes, que teve sua
obra visitada e comentada por ela. Os demais textos
dos nossos colegas da Seção que participaram
do evento também constarão do nº
4 dos Arquivos da Biblioteca.
Espero que vocês façam um bom proveito
da leitura dos três artigos.
Fernando Coutinho