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Editorial
No compasso
da espera de nossas XIV Jornadas clínicas, Latusa
digital se antecipa e prepara o caminho para que
se diga.
Dando o primeiro
passo, Anamaria Lambert se pergunta, em Prática
lacaniana em instituição,até que
ponto a psicanálise pode esclarecer e orientar a prática
hospitalar, de acordo com o princípio de uma comunidade
de trabalho fundada no real da clínica. No manejo das
situações do cotidiano do hospital em que trabalha,
procura maneiras de lidar com os pontos de não relação,
com o real em jogo na instituição.
Em Perguntas
e respostas, Sara Fux se interroga, no discurso
analítico, sobre a fala e as demandas do sujeito e do
analista. Trilhando
as veredas dos ditos, que serão sempre meios-ditos,
o analista buscará restituir o dizer que ex-siste e
que constitui o discurso da análise, na medida em que
aponta para o impossível de dizer tudo, para o Real.
De
Buenos Aires nos chegam ressonâncias do I Encontro
Americano do Campo Freudiano, no relatório apresentado
por Vera Ribeiro, sobre os pontos em torno dos quais
gira a organização da biblioteca de uma Escola de orientação
lacaniana. Articulando a psicanálise com os demais campos
teóricos, aborda especialmente a produção de saber que
inclui o real, as reflexões da Epistemologia sobre a
produção do conhecimento científico e o
conceito de furo, de Jacques-Alain Miller, diferente
do de falta, que caracteriza o que ele chama de “último
ensino de Lacan”.
Que este número de Latusa digital
constitua um estímulo para o trabalho, tanto na sessão
analítica quanto na Seção Rio.
Inês Autran Dourado Barbosa
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