nº 33

 

JUNHO DE 2008/ ANO 5

 
 

Editorial

Três artigos, que trazem discussões interessantes sobre questões muito atuais da psicanálise compõem este número de Latusa digital.

O remanejamento pulsional da puberdade determina a necessidade social de encontrar uma identidade sexuada. Para Carlo Vigano, a dependência aparece então como uma nova forma social de inibição, pela qual o sujeito não chega a autorizar-se a fazer da carne o lugar de uma identidade sexual, de um desejo que lhe dê um “corpo próprio”. O recurso a uma substância ou a um comportamento como mediador social constituiria um substituto protético da demanda de amor.

As possibilidades do encontro sempre faltoso entre a Psicanálise e o campo da saúde mental são avaliadas por Paula Borsói. Enquanto o psicanalista privilegia em seu trabalho a particularidade do sujeito, seu modo particular de gozo, a política de saúde mental prescinde exatamente dessa particularidade para favorecer a inclusão social, visando devolver o sujeito ao universal. Qual seria então o lugar possível para o analista nas instituições de saúde mental?

Elza Freitas e Vanda Almeida aproveitam o excelente filme Invasões Bárbaras para, a partir do encontro do personagem principal Rémy, paciente terminal, com o real da morte, abordar questões paradigmáticas da psicanálise, tendo no horizonte o tema Psicanálise e Felicidade, do XVII Encontro Brasileiro de Psicanálise da EBP.

Inês Autran Dourado Barbosa

 
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As dependências patológicas

Carlo Viganò

 

O objeto na saúde mental: a utilidade pública da psicanálise ou o uso possível do psicanalista

Paula Borsói

 

Invasões Bárbaras

Elza Marques Lisboa de Freitas e Vanda Assumpção Almeida