Neste
número 36 de
Latusa, o
importante e
atual
texto de
Dominique Laurent aborda
questões
que o
século XXI
coloca
para
todos
nós
analistas.
Dentre
elas “a
pretensão das
técnicas de
laboratório de
escrever cientificamente as
condições
subjetivas do
amor, da
felicidade e da
relação
sexual”. Ao
lado disso, a
autora observa
que a
civilização
atual produz
sujeitos
solitários,
que buscam
seus
parceiros
fantasmáticos,
por
exemplo,
em
sites da
Internet, e
esclarece
que
como o
sujeito está
preso
em
um
gozo
autista o
que prevalece é
parceiro-sintoma. A
solidão provocada
pelo
distanciamento
entre os
sexos pode
ser preenchida
por
adições
em
que prevalece o
objeto e neste
ponto Dominique Laurent
avança: o
objeto está no
comando
também
por
sua denegação.
Ele aparece no
estilo de
vida dos
casais “fraternais”
que denegam o
sexo visando a
homeostase
que os libera
das
confusões do
sexo e do
desejo. O
objeto denegado
está
presente
também na
relação
mãe-filho,
que a autora
ilustra
com a
dissimulação,
com o
não
reconhecimento
da
gravidez, e
até
mesmo
com o
infanticídio.
Na
direção do
privilégio
dado à
parceria
sintomática
em
nossos
dias, Fernanda
Dias e Simone
Bianchi exploram
questões
relativas ao
gozo
feminino e
buscam
responder à
vulnerabilidade das
mulheres
para a
depressão.
Como
solução
para o
feminino,
propõem pensá-lo
pela
via do
furo, de
não tamponá-lo
e
sim de
fabricar o
ser
com o
nada.
Marilene Cambeiro e Cláudia Domingues se ocupam da
solidão do
gozo
autista,
enquanto
preenchido
pela
toxicomania, e
dos
assim chamados
novos
sintomas
formados
para
além do
recalque. Consideram
que a
pergunta
que se impõe à
psicanálise no
contexto
atual é
como
lidar
com os
novos
sintomas e
como
ser
eficiente
com
efeitos
terapêuticos na
clínica
contemporânea.
Finalmente,
a
proposta de
Andréa
Rolo é
analisar a
fala de
pacientes
que apontam
para o
desinteresse
ou a
dificuldade de
um
ou de
ambos
parceiros do
casal
em
manter uma
vida
erótica.
Ela observa
que o
problema
principal é a
relação
com os
filho e
pergunta se a
colocação
em
segundo
plano das
questões
eróticas e o super
investimento
nos
filhos
não
poderia
ser considerado
como uma
nova
forma de encobrimento da
não
relação sexual.
Maria Angela
Maia
Editora
de Latusa