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Editorial
O
"Plan-Lacan", como Miller chama as proposições
que Lacan lançou para sua Escola, coloca a esperança
da Escola não na pessoa, mas no funcionamento.
A esperança é de conseguirmos fazer funcionar
no seio da Escola o discurso analítico, um discurso
que afasta a lógica do todo, a qual obtura o
furo que nos apresenta o real.
O “Plan–Lacan” instituiu o cartel
como uma via particular de trabalho que se espera de
uma Escola. É por isso que o cartel não
é um grupo qualquer que se forma em volta de
um líder como o da psicologia das massas, mas
um artefato concebido para circunscrever o real. Espera-se
do cartel uma produção que seja fruto
desta maneira especial de trabalho, o que significa
uma produção que se sabe não toda,
em constante elaboração. Uma produção
que, apesar de resultado do trabalho de alguns, é
de cada um e cada um com o seu próprio estilo,
o qual deverá emergir do funcionamento do cartel.
Angela
Negreiros
artigo na íntegra
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