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  Latusa Digital Nº 49 / Ano 9 - Junho de 2012 - ISSN 2175-1579  
 
  Editorial  
 

É hora de permutar. Despeço-me de Latusa Digital agradecendo aos autores que colaboraram nos 11 números publicados, à equipe de trabalho que se formou nesse período e à editora geral Ana Lucia Lutterbach Holck.

Nesta edição, vocês poderão apreciar grandes matérias: duas entrevistas, três artigos, um comentário de peça, outro de filme, uma resenha e um link com uma entrevista histórica de Clarice Lispector.

Motivados pelo tema das XXI Jornadas Clínicas da Seção Rio, que acontecerão em outubro, e do XIX Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, em novembro, montamos um número que trata do feminino, de mulheres e do contemporâneo.

As entrevistadas são Marie-Hélène Brousse e Helena Ignez. Duas Helenas, duas abordagens do feminino. Marie-Hélène discute os estereótipos e a sexualidade feminina, a estrutura de poder em relação às mulheres, ontem e hoje, partindo do discurso psicanalítico. Já Helena Ignez nos dá seu testemunho de "musa" do Cinema Novo. Atriz e produtora atuante até hoje, iniciou sua carreira num período de grandes rupturas políticas e de costumes, tornando-se ela mesma protagonista desse tempo.

Os artigos nos oferecem uma leitura do feminino pela arte. Marcia Mello e Clarisse Boechat mostram a borda com a qual a escrita de Clarice Lispector contorna o real. Rita Manso comenta as diferentes formas de representação do órgão sexual feminino. Parte das metáforas pictóricas do Renascimento até chegar à interatividade colo-uterina. Já uma atividade preparatória ao XIX Encontro Brasileiro deu ensejo a uma interessante discussão entre colegas da Seção Rio e as atrizes da adaptação para o teatro do conto de Virginia Woolf, Uma sociedade. Partes da discussão aparecem aqui reunidas por Ana Martha Maia, Maria Silvia Hanna e Sandra Viola.

Mariana Mollica comenta a peça Estamira – Beira do Mundo, e Stella Jimenez, o filme de Sci-Fi, Gattaca. Se há poesia na loucura de Estamira, o horror futurista que Gattaca nos promete também pode vir a tê-la.

Angélica Tironi resenhou o livro recém-lançado O feminino que acontece no corpo. Com a propriedade de quem fez parte da comissão de redação, Angélica nos oferece um sobrevoo nos textos, apontando sua importância para o estudo do tema.

O link com a provável última entrevista de Clarice Lispector nos serve como mais um depoimento sobre as figuras e os horizontes do feminino.
Desejo que aproveitem bastante este número de Latusa Digital!

Ondina Machado


 
 
 
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O que é uma mulher? - Entrevista com Marie-Hélène Brousse

 
 


Estamos aqui na sexta edição dos encontros do Pont Freudien e é com muito prazer que hoje recebemos Marie-Hélène Brousse, psicanalista francesa, membro da Escola da Causa Freudiana (Paris) e da Associação Mundial de Psicanálise e também presidente da Escola Europeia de Psicanálise - seção Desenvolvimento.

 
 
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  Helena Ignez, musa do cinema de vanguarda brasileiro – Entrevista  
 

Noemi Araujo

Ícone do cinema vanguardista nacional, a soteropolitana, carioca e paulista Helena Ignez tornou-se conhecida pela sua capacidade de encarnar rupturas na vida e na linguagem artística. No final dos anos 50, aos 17 anos, com o então namorado Glauber Rocha, participa do que foi para nós a preparação de uma revolução moderna, o Cinema Novo.

 
 
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  Sobre a letra e o gozo na escrita de Clarice Lispector  
 

Clarisse Boechat e Marcia Mello de Lima

A obra de Clarice Lispector surpreende o psicanalista de orientação lacaniana, que trabalha com a prática da letra, pois é possível extrair dali alguns conceitos formulados por Lacan.

 
 
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  “Uma sociedade” no século XXI  
 

Ana Martha Maia, Maria Silvia Hanna e Sandra Viola

“Uma sociedade”, conto escrito por Virginia Woolf, no período de 1917-1921, foi adaptado para o teatro por um grupo catarinense e encenado no Rio de Janeiro.
No contexto das atividades preparatórias para o XIX Encontro Brasileiro do Campo Freudiano sobre o tema Mulheres de hoje, figuras do feminino no discurso analítico, psicanalistas da EBP/AMP participaram de um debate no teatro do Centro Cultural Solar de Botafogo, após uma apresentação da peça.

 
 
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  De Medusas e colos uterinos  
 

Rita Manso

Recorrer aos artistas é uma forma de buscar respostas antes que a ciência, e nela insiro a psicanálise, possa criar conceitos e operadores para circunscrever algo da ordem do real. Entre um artista barroco do Renascimento italiano e uma artista performática do século XXI, temos uma avalanche de avanços e retrocessos no grande Outro, sobretudo na exposição do corpo. Confrontarei duas obras que dizem respeito à mulher, de diferentes épocas e culturas, neste pequeno artigo.

 
 
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